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ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE .................................... ... por Érika Palma
Muitas pessoas não param para pensar sobre o contexto social e biológico de onde nossa comida se origina. Podemos viver como num conto de fadas, achando que o que comemos hoje ainda provém daquela fazendinha onde legumes, verduras e frutas são cultivadas respeitando-se os ciclos naturais da natureza, sem remédios e pesticidas e os animais vivem felizes, com espaço, pelo menos até o dia do abate. Mas, se quisermos ver a realidade como ela é, teremos que tomar uma decisão. Criando-se uma divisão simplificada, temos dois grupos: comedores industriais e comedores agrícolas. Os primeiros, preocupados com o valor, custo e aparência, vêem a terra apenas como uma fonte de recursos a ser explorada. Os segundos, ao contrário, conhecem a procedência dos produtos que ingerem, importando bastante saber quem plantou ou colheu, qual é a oferta da estação, como é a lavoura. Daí a crescente busca por orgânicos em nossos dias atuais, alimentos cultivados livres de agrotóxicos e drogas similares. Comedores agrícolas informam-se também sobre como os animais que farão parte do seu menu foram criados e se tiveram as mínimas condições de sobreviver sem crueldade. |
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Nesse contexto, a questão sobre comer carne, ou não, é uma decisão pessoal – mas até certo ponto. Porque não há como se ignorar a maneira como todo tipo de carne é produzida hoje: o gado que antes levava três anos para crescer e engordar, agora está pronto para o abate em dezoito meses. A vaca em cativeiro produz hoje dez vezes mais leite que sua natureza permitiria se criada em liberdade. O ritmo das galinhas poedeiras foi alterado para que produzam, em média, 300 ovos por ano cada uma delas, quando o normal seria algumas dezenas. E é óbvio que esse aceleramento do ciclo natural de vida gera sofrimento para os animais, os quais são entupidos com antibióticos para que sobrevivam às péssimas condições de vida a que são submetidos. Confinados, estressados, em meio a pouca higiene, totalmente fora de seus habitats naturais, facilmente morreriam, não fosse remédios diários que lhes são ministrados. E é essa carne que você come depois. Tudo muito diferente da criação de antigamente, onde os criadores ofereciam condições dignas de vida aos animais. Um dia seriam abatidos, sim, porém antes tinham contato com suas crias, eram expostos à luz do sol. O animal em cativeiro, muitas vezes mal pode locomover-se. Aliás, o sistema industrial de produzir carne é tão cruel que pouca gente teria estômago para comer uma lingüiça depois de ver como ela foi produzida. Assim, ser vegetariano é uma forma de não colaborar com esse sistema. Mas se você está decidido a não abrir mão do seu franguinho no domingo, faz toda a diferença optar por um espécime caipira, que andou livre e ciscou no terreiro, em vez daquele criado em confinamento, turbinado com hormônios, vítima de incontáveis sofrimentos. É sua a decisão em alimentar-se consciente da capacidade nutritiva da comida e de seu processo de produção, ou ignorar a realidade de hoje. De forma inteligente você pode decidir ser um comedor agrícola: a comida que ingerir será o que é, inteira, sem disfarces, reconhecendo o que precisa para se nutrir, por isso não abusa de gorduras saturadas, proteína animal, açúcar e estimulantes. Alimentando-se conscientemente, você admite seu elo com a terra e escolhe os produtos que ingere. Em contrapartida, pode ignorar tudo isso e preferir a venda nos olhos, pouco se importando se o alimento está cheio de agrotóxicos e pesticidas, se foi produzido com substâncias inertes, camuflado sob corantes, aromatizantes e sabores artificiais, embalagens coloridas e slogans de saúde. Logo, e
como essa é uma decisão só sua, cabe a você optar, lembrando que uma
vez que adquirimos percepção e conhecimento da realidade dos fatos,
nossa responsabilidade aumenta. E é nas nossas escolhas simples, ensinando
através de exemplos, que temos a oportunidade de manifestar nossa indignação
e abrir os olhos das futuras gerações, aproximando-as do convívio harmônico
com a natureza. DICA: Visite o site “MEATRIX BRASIL” para saber mais sobre os alimentos e assista o filme “Meatrix”: Clique aqui para ver o filme >>> |
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Luz
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Paz,
Paz, Paz !
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